V,M&L Sociedade de Advogados investe em setores e concentra atividades na área farmacêutica e na vinda das médias companhias para o Brasil

Posted in Artigos em Português, Rogério Damasceno Leal by vmladvogados on 01/03/2012

Entrevista de Rogério Damasceno Leal – para DCI – Diário do Comércio Indústrias e Serviços – em 16 de Janeiro de 2012

Por: Andréia Henriques / Agências

SÂO PAULO

Com três anos de atuação, o V,M&L Sociedade de Advogados, fundado por profissionais vindos de um grande escritório, aposta nas áreas farmacêutica e de vigilância sanitária para repetir em 2012 o forte crescimento do ano passado, quando dobrou seu faturamento. Como vários outros escritórios, o foco também está na vinda de empresas estrangeiras para o País e nas brasileiras que buscam oportunidades pela primeira vez no exterior. A diferença é que a atenção está mais voltada para as pequenas e médias empresas.

Acreditamos muito no atendimento a esse nicho empresarial e devemos concentrar nossos esforços em atender mais e melhor essas empresas. Assim como as pequenas empresas estrangeiras que estão vindo se instalar no Brasil”, afirma o sócio Rogerio Damasceno Leal.

O advogado lembra que, para cada fábrica de automóveis do exterior que vem se instalar no País, tem uma cadeia de médias empresas que têm de buscar a internacionalização para atender seu grande cliente em outro país. Para ele, esse é um mercado importante para a advocacia.

Conforme o mercado fica mais maduro, essas empresas, que antes eram pequenas e faziam as coisas da maneira como podiam, se tornam médias e buscam uma profissionalização para crescer mais, diz Leal. “Muitas delas não têm sequer contratos, e vão se preocupar nesse segundo momento em firmar documentos e em saber como se proteger legalmente dos riscos”, diz Leal. “É um mercado em crescimento e um nicho importante”, completa.

A banca paulista, segundo o sócio, entende que eles estão pequenos, mas querem ser grandes. “Estamos expandindo ao longo dos anos e queremos crescer com as pequenas e médias companhias”, afirma. O V,M&L tem hoje 16 advogados (cinco sócios).

A atuação é forte em vigilância sanitária, ou seja, toda a parte legal envolvida na produção e comercialização de medicamentos e correlatos. “Mais do que em áreas do direito, apostamos muito em setores e em formas de atendimento. Acreditamos no atendimento a esse setor farmacêutico e devemos concentrar nossos esforços nisso. Temos boa parte do faturamento relacionado ao atendimento de farmacêuticas”, diz.

A busca para 2012 é aumentar a visibilidade com as pequenas e médias empresas estrangeiras que vêm fazer negócios no País, impulsionadas especialmente pelos eventos da Copa do Mundo de 2014 e Olimpíada de 2016. A banca tem correspondentes e faz atendimentos no exterior.

A área consultiva, que representa hoje 70% do faturamento do escritório, é a que tem sentido maior impacto decorrente dos eventos. “É algo que desperta mais atenção ainda para o Brasil e somos muito consultados sobre legislação brasileira, de como se organizar em consórcios e de como fazer joint venture com as brasileiras para poder eventualmente aproveitar os investimentos que serão feitos”, diz o sócio.

A expectativa é manter o forte ritmo de crescimento do ano passado por meio da vinda de investidores estrangeiros no Brasil. “O País se tornou muito atrativo com uma política e economia estável, com mercado grande e maduro e que vai aumentando, com a renda das classes mais pobres crescendo gradativamente. Por outro lado, a crise na Europa faz com que muitos investidores decidam apostar suas fichas no Brasil e vamos tentar surfar nessa onda”, afirma o advogado, que destaca o interesse por parte de empresas chinesas no Brasil.

Os cerca de 90 clientes ativos estão espalhados por diversos setores, que vão desde laboratórios e redes de restaurantes até metalúrgicas. Metade dos clientes é de estrangeiros.

A banca, que tem cerca de 40 correspondentes no Brasil, planeja investir em novas contratações. “Planejamos contratar advogados e aumentar nossa capacidade de atendimento. A estrutura atual permite que cresçamos ainda mais, mas com cuidado de manter a qualificação dos profissionais que trabalham conosco. O investimento em mão de obra é de acordo com a necessidade e demanda dos nossos clientes”.

Para Leal, o crescimento não deve vir como “inchaço”. “Não queremos onerar o cliente com o nosso crescimento”, destaca.

Cisão

A fundação do escritório em 2008 veio da necessidade de tentar fazer algo novo e montar um escritório mais dinâmico e flexível, menos formal e que conhecesse as necessidades dos clientes com uma advocacia mais personalizada. “O tratamento como ‘doutor’ foi abolido, pois não há motivo para a diferenciação”, diz.

A saída de um grande escritório, como na maioria dos casos da crescente onda de cisões na área, ocorreu em uma fase da carreira profissional em que os sócios tinham experiência e força para começar algo novo. Para o sócio, o caminho das cisões nas bancas é natural. “Muitas vezes o advogado está em uma estrutura com a qual ele não concorda e quer imprimir a sua visão. Isso sempre ocorreu e vai continuar ocorrendo, mesmo no caso de sócios com participações relevantes.

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